Saúde e Qualidade
Que mulher nunca sofreu com cólicas dolorosas no período menstrual? Para algumas, elas chegam a ser incapacitantes e a única vontade é ficar deitada o dia todo. As cólicas menstruais são dores na região inferior do abdome que acometem de 50% a 90% das mulheres em idade fértil. A intensidade é variável, de leve a algumas que chegam a impactar as atividades do dia a dia, reduzindo a qualidade de vida das mulheres.
Apesar de estudada, ainda não se sabe todas as causas e os mecanismos que levam às cólicas. Uma das principais explicações é que temos contrações uterinas intensas que podem acontecer desde horas antes da menstruação até os dois primeiros dias do ciclo
Outra teoria é que existe um processo inflamatório aumentado nas mulheres que têm queixas mais importantes, esse processo está baseado no aumento das prostaglandinas. As prostaglandinas são substâncias químicas, que se assemelham a hormônios, e atuam na regulação de fatores inflamatórios do corpo.
Existem vários tipos delas, nas mulheres que sentem dor elas estão em desequilíbrio, pois temos mais prostaglandinas que aumentam a intensidade da contração em comparação com as que causam relaxamento….
1 – Calor local
O uso de bolsa de água quente ajuda a aliviar a dor. O calor causa vasodilatação e ativa o fluxo sanguíneo inibindo os efeitos das prostaglandinas e ativando endorfinas que amenizam as dores. Pode ser utilizado um pano com água quente, bolsas de borracha ou em gel ou até mesmo a água do chuveiro sobre o abdome ou na região lombar. Outra opção é fazer banho de assento quente com chá de aroeira, quixaba, cavalinha e salsa por dez minutos para que se mantenha o local aquecido para que o fluxo aconteça normalmente sem interrupções, pois quando se esfria gera-se coágulos dificultando a saída e gerando as contrações dolorosas.
2 – Escaldar os pés
A mesma ideia do calor no ventre também serve para aliviar as cólicas para quem gosta de escaldar os pés. Coloque água morna para quente (temperatura acima de 37°C com o cuidado de não queimar a pele). Pode adicionar algum chá, erva aromática ou óleo essencial. Se quiser estimular pontos que ficam nas plantas dos pés, adicione algumas bolas de gude ou pedrinhas arredondadas para massagear. A água deve preencher a altura do tornozelo.
3 – Aposte nos chás
Em relação aos chás, camomila, erva-doce, hortelã, lavanda, agoniada, alecrim, algodoeiro, hortelã e dong quai são plantas que possuem efeito antiespasmódico, analgésico, relaxante, calmante e anti-inflamatório.
4 – Alimentação
Várias orientações com relação à dieta têm sido descritas para ajudar a diminuir as cólicas menstruais, no entanto, ainda há controvérsia para determinar qual a mais efetiva. Uma delas é a dieta com pouca gordura, pobre em sódio e com consumo de leite. A ausência de cálcio (presente no leite) nas células musculares pode causar uma excitação das fibras musculares, causando dor. Portanto, investir numa dieta rica em cálcio pode melhorar esses incômodos. A suplementação com magnésio também tem efeito protetor para as cólicas menstruais porque ajuda no relaxamento das fibras musculares. De acordo com a medicina tradicional chinesa, alimentos crus ou frios podem manter.
5 – Evite fumar
Dentre alguns comportamentos que podem piorar as cólicas, um deles é o tabagismo, já que o tabaco induz a vasoconstrição, causando uma hipóxia (baixa de oxigênio nos tecidos) do útero e piorando as dores. Diante disso, evitar fumar melhora as dores.
6 – Faça exercícios físicos
Exercícios físicos são sabidamente relacionados à diminuição da dor durante o período menstrual. Existe uma melhora importante da dor nas mulheres ativas quando comparadas às sedentárias. Atualmente, sugere-se pelo menos 150 minutos de exercícios por semana para que a pessoa seja considerada ativa. Eles devem ser praticados com regularidade para que a pessoa sinta o benefício dessa prática, pois em algumas situações, durante a presença da cólica, principalmente se essa for muito intensa, ela pode não conseguir realizar a atividade.
7 – Descanse
O estresse, o estilo de vida da mulher moderna sobrecarregada de atividades, sem o contato com a natureza e sem a prática de hábitos saudáveis, contribuem para o aumento das dolorosas contrações. O impacto das desordens nervosas em nossa musculatura, inclusive no endométrio, é grande. Durante o repouso do corpo (quando a pessoa dorme), o equilíbrio orgânico se restabelece para irrigar o corpo durante a vigília. Ou seja, dormir serve para o organismo refazer os estoques de proteínas e enzimas gastos durante o dia. Portanto, descansar, evitar estresse e manter um estilo de vida saudável ajudam a reduzir a intensidade das cólicas.
8 – Massagens
Um estudo realizado na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em 2005 atribui um efeito positivo à Massagem do Tecido Conjuntivo (MTC) como terapêutica alternativa à medicamentosa para mulheres com dismenorréia. A técnica para se fazer a massagem é a básica. Ela pode ser feita na região abdominal abaixo do umbigo, na linha média, como se estivesse palpando o útero. E na região lombar de fora para dentro trazendo a pele e a musculatura em movimentos suaves acima da bacia em direção à coluna. Utilize o dedo polegar e massageie em movimento circular e no sentido horário (para ativar as energias) por cerca de dez minutos. Em intervalos durante o movimento, faça uma.
9 – Acupuntura e acupressão
Segundo a teoria da medicina tradicional chinesa, a dor é semelhante ao bloqueio de energia. Nosso corpo é composto por diversos canais de energia —os meridianos— e ao longo desses canais temos regiões específicas que representam pontos de maior concentração de energia. Quando a mulher apresenta cólica menstrual, com alguma frequência elas estão com energia estagnada e necessitam circular essa energia, e é exatamente o que a acupuntura/acupressura irá fazer. A acupuntura, que consiste no uso de agulhas, pode ser realizada nos mesmos pontos em que são feitas as massagens (nas regiões abdominal e lombar). O procedimento deve ser feito por um profissional capacitado. Já a acupressão, no ponto BP6 que fica 4 dedos acima do maléolo na parte interna da perna e atrás da tíbia, atua de forma a harmonizar as energias femininas, regularizando esse fluxo, equilibrando o nervosismo e a liberação dos hormônios adequados ao equilíbrio.
10 – Estimulação elétrica
A TENS (estimulação elétrica nervosa transcutânea) é um tratamento de eletroestimulação através de um pequeno dispositivo portátil que pode ser utilizado em casa. Deve ser usado de maneira contínua, para que em algumas semanas o efeito seja notado. A hipótese é que atue sobre a contratilidade aumentada do útero, diminuindo os sinais dolorosos e também sobre a liberação de endorfinas (hormônio que causa a sensação de bem-estar) dos nervos periféricos.
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